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domingo, 23 de maio de 2010

Lavrador

 Neste recanto do estado,
Eu feliz me refugiei.
Para viver a minha vida
Do jeito que imaginei.

Fiz um rancho pra morar
Com chão de terra batida.
Durmo em rede no quarto,
Mas aqui a paz é garantida.

Na cozinha fiz meu fogão de lenha,
Pra fazer a minha comidinha.
Depois corro e vou pra rede,
Balançando dou uma dormidinha.

Me levanto feliz e vou pra roça,
Pois preciso limpar minha plantação.
Suado,de chapéu de palha na cabeça,
Aguardo as chuvas abençoada de verão.

Se ela vem em boa hora,
Colho bem os meus cereais.
Aqui guardo o necessário pra viver...
O restante?Vendo para fazer os meus reais.

Mas se o ano vai mal,
Aí começa o meu desespero.
A gente pede para o sSenhor:
Mande a chuva ligeiro!

Lavrador é homem de fibra!
Para trabalhar tem coragem de sobra.
Esta sempre disposto a tudo
E sabe fazer as suas manobras.
                (Neuzelí Maia)

Saudade dos Velhos Tempos

Que saudade eu sinto
Dos velhos tempos de outrora,
Da minha infância querida
Que os anos levaram embora.

Tive uma infância feliz,
Regada de amor e carinho,
Brincava sob as sombras das árvores;
Era livre como um passarinho.

Apaixonava-me pelo verdes das matas,
Adorava a noite estrelada e o luar.
Admirava a revoada dos pássaros,
Foi assim que aprendi a natureza amar.

Ficava horas e horas,
Observando no riacho os peixinhos a nadar,
Brincava com as águas cristalinas
E ficava encantada com o meu reflexo nela a bailar.

Isso que era infância sadia!
Educada simplesmente pela mestra natureza;
Com ela aprendi a zelar
Por esta grande riqueza.
(Neuzelí Maia)

Sentimentos do coração

Sentimentos do Coração

Que sentimentos estranhos
São os sentimentos do coração?
Em se tratando de amor
Às vezes perdemos a razão.
Jogamos tudo para o alto,
Não queremos ouvir ninguém.
O importante é viver o presente,
Nem que este presente importune alguém.
No futuro,quando olharmos para o passado,
Teremos o que recordar e viver uma deliciosa saudade
Dos momentos que foram um eterno sonhar...
Sonhar com campos,prados floridos,
Uma bela noite de luar
E você me dizendo baixinho ao ouvido:
Jamais deixarei de te amar!
Autoria:Neuzelí Maia